Há uma pergunta que se repete todas as campanhas assim que um cliente europeu aperta o seu caderno de encargos de sustentabilidade: «têm alvéolo reciclado?». A resposta curta é sim, e chama-se rPET. A longa é esta página, porque o alvéolo de rPET preto não é apenas a versão ecológica do de sempre: muda como a fruta se vê no linear, muda o peso da sua embalagem na auditoria do comprador e, se escolher mal o calibre, muda também a sua percentagem de refugo.
Na Fontanet Group fornecemos há 14 anos embalagem ao setor agroalimentar a partir de Fraga, no coração da fruta de caroço do vale do Ebro, com uma equipa que soma mais de 30 anos de ofício. Vimos entrar o PET, vimo-lo sair por causa do preço e voltar convertido em rPET, empurrado por Bruxelas. Aqui está o que as centrais perguntam antes de mudar de material.
O que são os alvéolos de rPET preto?
Um alvéolo de rPET preto é um tabuleiro termoformado com cavidades individuais, fabricado a partir de PET reciclado —rPET, de recycled Polyethylene Terephthalate— e pigmentado a preto. A matéria de partida não é petróleo: são garrafas e embalagens de PET recolhidas, lavadas, trituradas e regranuladas até voltarem a ser matéria-prima apta para termoformar.
É o mesmo plástico de uma garrafa de água, com a mesma resistência à humidade e a mesma estabilidade dimensional, mas a entrar na sua segunda vida em vez da primeira. E terminado o uso volta à recolha seletiva, por isso o ciclo pode fechar-se outra vez.

O preto não é uma decisão estética
É a primeira coisa que surpreende quem vem do alvéolo cinzento ou branco, e faz três coisas concretas:
- Realça a cor da fruta por contraste. O vermelho do pêssego, o amarelo do pêssego-chato ou o verde da maçã saltam sobre um fundo escuro de uma forma que num fundo claro não acontece. No linear, isso é tempo de atenção.
- Disfarça o rasto da viagem. O pó, as marcas de roçadura e as gotas de condensação veem-se num alvéolo claro e desaparecem num preto. A embalagem chega com o aspeto com que saiu.
- Sobe um degrau de gama. O preto associa-se a produto premium, e por isso é escolhido pelas marcas que competem por posicionamento e não apenas por preço.
Formatos e calibres
Trabalhamos os três formatos de caixa habituais do setor —30x40, 30x50 e 40x60 cm— com diferentes cavidades e profundidades consoante o tamanho da peça. A geometria adapta-se a três famílias de fruta:
- Esféricas: maçã, pêssego, laranja, kiwi, dióspiro, nectarina e tomate.
- Piriformes: peras Williams, Conference e Blanquilla, com a cavidade mais funda de um lado.
- Achatadas: pêssego-chato e nectarina chata, que precisam de uma cavidade larga e pouco funda.

Sete vantagens do alvéolo de rPET preto
- 100 % reciclável. Coloca-se na recolha seletiva e volta ao ciclo produtivo como qualquer embalagem de PET. Não há fluxo especial nem gestor específico.
- Fabricado com plástico já usado. Cada tonelada de rPET utilizada é uma tonelada de PET virgem de origem petroquímica que não é preciso produzir.
- Menor pegada de carbono. A indústria da reciclagem estima que produzir rPET consome até menos 75 % de energia do que fabricar PET virgem, porque se parte de um material já polimerizado.
- Proteção superior. Cada peça vai na sua cavidade, sem tocar na do lado. Acabam as roçaduras entre frutas, de onde sai boa parte da quebra na fruta de caroço.
- Apresentação premium. O contraste do preto faz com que a fruta pareça mais viva no ponto de venda, que é onde se decide a compra.
- Resistente e reutilizável. Não absorve humidade nem amolece em câmara. Aguenta o peso, a condensação e as variações de temperatura sem deformar, e admite várias utilizações se for bem conservado.
- Conforme à normativa europeia. Apto para contacto alimentar segundo o Regulamento (UE) 10/2011 relativo aos materiais plásticos destinados a entrar em contacto com alimentos.
Para que frutas são ideais?
O rPET preto funciona bem em quase toda a fruta de calibre médio, mas brilha sobretudo onde a roçadura é o problema: a fruta delicada de pele fina, que é a mais penalizada no destino.
- Fruta esférica: maçã, pêssego, nectarina, laranja, toranja, kiwi, dióspiro e tomate.
- Fruta piriforme: peras Williams, Conference e Blanquilla.
- Fruta achatada: pêssego-chato e nectarina chata.
- Fruta delicada: ameixa, alperce e figo. É aqui que a cavidade individual se paga sozinha.
| Fruta | Calibre orientativo | Formato de caixa |
|---|---|---|
| Pêssego | 60-80 mm | 40x60 · 30x50 |
| Pêssego-chato | 55-75 mm | 40x30 · 30x50 |
| Maçã | 65-85 mm | 40x60 |
| Pera | 60-80 mm | 40x60 |
| Nectarina | 55-75 mm | 40x30 · 40x60 |
| Ameixa | 40-55 mm | 40x30 |
| Kiwi | 45-65 mm | 40x30 · 30x50 |
| Dióspiro | 60-80 mm | 40x60 |
| Tomate | 50-70 mm | 40x30 · 30x50 |
Os calibres são orientativos: variam entre colheitas e entre variedades. Antes de fechar a encomenda convém medir sobre uma amostra da campanha em curso, e é para isso que enviamos amostra física.
O rPET preto face às outras opções
Nenhum material ganha em tudo. Esta é a comparação honesta face às três alternativas que nos pedem para orçamentar ao lado do rPET:
| Característica | rPET preto | PP | Celulose | Poliestireno |
|---|---|---|---|---|
| Material reciclado | Sim | Não habitualmente | Sim | Não |
| 100 % reciclável | Sim | Sim | Sim, e compostável | Difícil |
| Resistência à humidade | Alta | Alta | Baixa | Média |
| Apresentação visual | Premium, por contraste | Média | Básica | Média |
| Proteção da fruta | Excelente | Boa | Média | Boa |
| Pegada de carbono | Baixa | Média | Baixa | Alta |
| Apto para contacto alimentar | Sim | Sim | Sim | Sim |
| Reutilização | Várias vezes | Várias vezes | Uso único | Frágil |
Se o seu comprador exige embalagem compostável ou vai exportar para um mercado com caderno de encargos sem plástico, a celulose continua a ser a resposta; cobrimo-la no guia completo de alvéolos para fruta. Se o que pesa é a apresentação, a resistência à humidade e a percentagem de reciclado, ganha o rPET preto.
Sustentabilidade e economia circular
O argumento do rPET não é que seja «plástico bom». É que o plástico já está fabricado e o que se decide é se volta a entrar no ciclo ou se fica de fora. Este é o percurso completo:
-
Garrafa usada
Uma embalagem de PET termina a sua primeira vida e vai para a recolha seletiva.
-
Recolha e triagem
A central de triagem separa o PET dos restantes plásticos por tipo e por cor.
-
Lavagem e trituração
Retiram-se rótulos, tampas e resíduos e o material é moído até se transformar em escamas.
-
Granulado de rPET
As escamas são descontaminadas e regranuladas até se obter matéria-prima apta para contacto alimentar.
-
Alvéolo termoformado
O granulado é extrudido em folha, pigmentado a preto e termoformado com as cavidades do calibre escolhido.
-
E volta ao início
Terminado o uso, o alvéolo volta à recolha seletiva e reentra no mesmo circuito.
O dado que costuma fechar a conversa: segundo as estimativas com que trabalha a indústria da reciclagem, cada tonelada de rPET que substitui PET virgem evita da ordem de 1,5 toneladas de CO₂. Numa campanha de certo volume, isso é uma linha concreta no relatório de sustentabilidade que o seu cliente lhe pede.
O que aí vem por via normativa
Isto não é uma moda de marketing: o Pacto Ecológico Europeu e a Diretiva (UE) 2019/904 sobre plásticos de uso único empurram na mesma direção: mais material reciclado dentro da embalagem e embalagens que se possam reciclar a sério. As grandes cadeias de distribuição europeias tornaram públicos os seus próprios compromissos de redução de plástico virgem, e isso desce aos cadernos de encargos que os seus fornecedores assinam.
Traduzido em campanha: a percentagem de material reciclado da sua embalagem vai deixar de ser um argumento comercial para passar a ser um requisito de entrada. Mudar antes de lho exigirem sai mais barato do que fazê-lo com a encomenda fechada.
Porquê escolher a Fontanet Group
Trabalhamos há 14 anos com centrais hortofrutícolas, cooperativas e armazéns de manipulação a partir de Fraga, em Huesca, com profissionais que somam mais de 30 anos no setor. Estar dentro da zona produtora não é um dado de contacto: significa que conhecemos as campanhas por dentro e que servimos a zona em prazos curtos.
- Alvéolo de rPET preto apto para contacto alimentar, com a documentação de conformidade.
- Stock permanente nos calibres de maior rotação de cada campanha.
- Amostra física antes de fechar a encomenda, para validar o encaixe do calibre na sua fruta real.
- Aconselhamento técnico a sério: analisamos a sua fruta, a sua caixa e a sua linha antes de recomendar seja o que for.
- Preço competitivo em volume e entrega em Espanha e no resto da Europa.
- Serviço pós-venda e apoio contínuo durante a campanha.
Pode ver o resto das nossas soluções de embalagens, as máquinas de embalagem que as acompanham, ou conhecer a nossa história.
Perguntas frequentes sobre alvéolos de rPET preto
O que significa rPET?
Porque é que os alvéolos pretos apresentam melhor a fruta?
Os alvéolos de rPET preto são aptos para contacto alimentar?
Os alvéolos de rPET podem ser reutilizados?
Que calibres de alvéolo de rPET preto têm disponíveis?
Os alvéolos de rPET são mais caros do que os de plástico convencional?
Qual é a diferença entre alvéolos de rPET e de celulose?
Posso encomendar alvéolos de rPET preto com a minha marca?
O guia completo de alvéolos para fruta
Se ainda está a decidir o material, aí comparamos celulose, PP e rPET em detalhe, com as tabelas de calibres dos três formatos de caixa e os critérios de escolha por tipo de fruta.
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